Evangelho do dia – quarta-feira, 13 de março de 2024 – João 5,17-30 – Bíblia Católica

Primeira Leitura (Is 49,8-15)

Leitura do Livro do Profeta Isaías.

Isto diz o Senhor: “Eu atendo teus pedidos com favores e te ajudo na obra de salvação; preservei-te para seres elo de aliança entre os povos, para restaurar a terra, para distribuir a herança dispersa; para dizer aos que estão presos: ‘Saí!’ e aos que estão nas trevas: ‘Mostrai-vos’. E todos se alimentam pelas estradas e até nas colinas estéreis se abastecem; não sentem fome nem sede, não os castiga nem o calor nem o sol, porque o seu protetor toma conta deles e os conduz às fontes d’água.

Farei de todos os montes uma estrada e os meus caminhos serão nivelados. Eis que estão vindo de longe, uns chegam do Norte e do lado do mar, e outros, da terra de Sinim”.

Louvai, ó céus, alegra-te, terra; montanhas, fazei ressoar o louvor, porque o Senhor consola o seu povo e se compadece dos pobres. Disse Sião: “O Senhor abandonou-me, o Senhor esqueceu-se de mim!” Acaso pode a mulher esquecer-se do filho pequeno, a ponto de não ter pena do fruto de seu ventre? Se ela se esquecer, eu, porém não me esquecerei de ti.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Evangelho (Jo 5,17-30)

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus respondeu aos judeus: “Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho”. Então, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque, além de violar o sábado, chamava Deus o seu Pai, fazendo-se, assim, igual a Deus.

Tomando a palavra, Jesus disse aos judeus: “Em verdade, em verdade vos digo, o Filho não pode fazer nada por si mesmo; ele faz apenas o que vê o Pai fazer. O que o Pai faz, o Filho o faz também. O Pai ama o Filho e lhe mostra tudo o que ele mesmo faz. E lhe mostrará obras maiores ainda, de modo que ficareis admirados.

Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho também dá a vida a quem ele quer. De fato, o Pai não julga ninguém, mas ele deu ao Filho o poder de julgar, para que todos honrem o Filho, assim como honram o Pai. Quem não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou.

Em verdade, em verdade vos digo, quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, possui a vida eterna. Não será condenado, pois já passou da morte para a vida. 25Em verdade, em verdade, eu vos digo: está chegando a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem viverão.

Porque, assim como o Pai possui a vida em si mesmo, do mesmo modo concedeu ao Filho possuir a vida em si mesmo. Além disso, deu-lhe o poder de julgar, pois ele é o Filho do Homem. Não fiqueis admirados com isso, porque vai chegar a hora em que todos os que estão nos túmulos ouvirão a voz do Filho e sairão: aqueles que fizeram o bem, ressuscitarão para a vida; e aqueles que praticaram o mal, para a condenação.

Eu não posso fazer nada por mim mesmo. Eu julgo conforme o que escuto, e meu julgamento é justo, porque não procuro fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Refletindo a Palavra de Deus

Caros irmãos e irmãs em Cristo,

Hoje, gostaria de começar nossa reflexão com uma pergunta: Quem aqui já se sentiu perdido em meio ao caos da vida? Quem já experimentou a sensação de caminhar por um deserto, sem esperança de encontrar um oásis? Tenho certeza de que cada um de nós já passou por momentos assim, quando nossas forças parecem fraquejar e nossos corações se enchem de incertezas. Mas a boa notícia é que, mesmo em meio às nossas fraquezas, Deus está sempre presente, pronto para nos guiar e nos sustentar. E é justamente sobre essa presença divina em nossas vidas que eu gostaria de refletir hoje, à luz das passagens bíblicas que nos foram propostas.

Na primeira leitura, do profeta Isaías (Is 49,8-15), somos convidados a contemplar a fidelidade de Deus para com o seu povo. O profeta nos assegura que, mesmo quando nos sentimos abandonados e desamparados, Deus nunca nos esquece. Ele nos diz: “Pode uma mãe esquecer-se do seu filho? (…) Mesmo que ela se esquecesse, eu jamais me esqueceria de ti!” (Is 49,15). Essas palavras nos revelam o amor incondicional de Deus, um amor que é mais profundo e mais duradouro do que qualquer amor humano. É um amor que nos envolve em todos os momentos da nossa vida, nos acolhe em nosso deserto pessoal e nos conduz à esperança e à vida plena.

Essa verdade é reforçada no Evangelho de João (Jo 5,17-30), no qual Jesus nos revela sua íntima união com o Pai. Ele nos diz: “Em verdade, em verdade vos digo, o Filho não pode fazer nada por si mesmo, a não ser aquilo que vê o Pai fazer” (Jo 5,19). Essas palavras nos mostram que Jesus está sempre em perfeita sintonia com o Pai, em uma relação de profundo amor e obediência. E essa união com o Pai é fonte de vida e poder para todos nós, seus discípulos. É somente através dessa união com Deus que encontramos sentido e propósito em nossa existência, e é somente nessa união que encontramos forças para enfrentar os desertos da vida e superar os desafios que surgem em nosso caminho.

Caros irmãos e irmãs, essas passagens bíblicas nos convidam a refletir sobre a importância de cultivarmos uma profunda união com Deus em nossas vidas. Deus está sempre ao nosso lado, pronto para nos guiar e nos sustentar, mesmo nos momentos mais difíceis. Assim como uma mãe nunca se esquece de seu filho, Deus nunca se esquece de nós. Ele nos conhece pelo nome, conhece nossas dores e nossas alegrias, nossas fraquezas e nossas forças. Ele está presente em cada detalhe da nossa vida, caminhando ao nosso lado em todos os momentos.

No entanto, muitas vezes, nos afastamos dessa presença divina. Deixamos que as preocupações e os desafios do dia a dia nos distanciem de Deus. Permitimos que as vozes do mundo nos dominem e nos afastem da voz suave e amorosa do nosso Pai celestial. Mas hoje, eu gostaria de encorajar cada um de vocês a redescobrir essa presença divina em suas vidas. Quero convidá-los a se aproximarem de Deus com um coração aberto e receptivo, confiando na sua fidelidade e no seu amor incondicional.

E como podemos fazer isso? Como podemos cultivar essa união profunda com Deus em nosso cotidiano? Permitam-me oferecer algumas orientações práticas:

Primeiro, reservem um tempo diário para a oração e a leitura da Palavra de Deus. É através desses momentos de silêncio e reflexão que abrimos espaço para ouvir a voz de Deus em nossas vidas. Façam da oração uma prioridade, um momento sagrado em que vocês se encontram com o Pai celestial e compartilham com Ele suas alegrias e preocupações.

Segundo, busquem a presença de Deus em todas as coisas. Treinem seus olhos para enxergar os sinais do amor divino em cada detalheda natureza, nas pessoas ao seu redor, nas situações que vocês vivenciam. Aprendam a reconhecer a mão de Deus agindo em suas vidas, mesmo nos momentos mais simples e ordinários.

Terceiro, pratiquem a gratidão. Cultivem um coração grato por todas as bênçãos que vocês recebem diariamente. A gratidão nos ajuda a olhar para além das dificuldades e a reconhecer a bondade de Deus, mesmo em meio às adversidades. Agradeçam a Deus por sua fidelidade, por seu amor constante e por sua presença em suas vidas.

Quarto, vivam em comunhão com os outros. Busquem construir relacionamentos saudáveis e verdadeiros, baseados no amor, no respeito e na compaixão. A comunhão com os outros nos ajuda a experimentar a presença de Deus de maneira concreta. Quando nos unimos em amor e serviço mútuo, refletimos a imagem de Deus ao mundo e testemunhamos o seu amor transformador.

Caros irmãos e irmãs, a presença divina é uma realidade tangível em nossas vidas. Deus está ao nosso lado, caminhando conosco em todos os momentos. Ele nos conhece, nos ama e nos guia. Portanto, não permitam que o deserto da vida os desanime. Não se deixem abater pelas dificuldades e incertezas. Em vez disso, confiem na fidelidade de Deus e busquem cultivar uma união profunda com Ele.

Lembrem-se das palavras do profeta Isaías: “Pode uma mãe esquecer-se do seu filho? (…) Mesmo que ela se esquecesse, eu jamais me esqueceria de ti!” E lembrem-se também das palavras de Jesus: “O Filho não pode fazer nada por si mesmo, a não ser aquilo que vê o Pai fazer”. Confie no amor de Deus, confie na sua presença constante em sua vida.

Que esta reflexão seja um lembrete encorajador para todos nós. Que possamos buscar a presença de Deus em nossas vidas diárias, cultivando uma união profunda com Ele. Que possamos viver como filhos e filhas amados, confiando na fidelidade e no amor incondicional do nosso Pai celestial.

E assim, caros irmãos e irmãs, que a graça, o amor e a esperança divinos estejam sempre presentes em suas vidas. Que vocês sejam testemunhas vivas do poder transformador do amor de Deus. Que cada passo que vocês derem seja guiado pela presença divina.

Que assim seja.

Amém.


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