Evangelho do dia – sábado, 6 de julho de 2024 – Mateus 9,14-17 – Bíblia Católica

Primeira Leitura (Amós 9,11-15)

Leitura da Profecia de Amós.

Assim diz o Senhor: “Naquele dia, reerguerei a tenda de Davi, em ruínas, e consertarei seus estragos, levantando-a dos escombros, e reconstruindo tudo, como nos dias de outrora; deste modo possuirão todos o resto de Edom e das outras nações, que são chamadas com o meu nome, diz o Senhor, que tudo isso realiza. Eis que dias virão, diz o Senhor, em que se seguirão de perto quem ara e quem ceifa, o que pisa as uvas e o que lança a semente; os montes destilarão vinho e as colinas parecerão liquefazer-se. Mudarei a sorte de Israel, meu povo, cativo; eles reconstruirão as cidades devastadas, e as habitarão, plantarão vinhas e tomarão o vinho, cultivarão pomares e comerão seus frutos. Eu os plantarei sobre o seu solo e eles nunca mais serão arrancados de sua terra, que eu lhes dei”, diz o Senhor teu Deus.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.



Evangelho (Mateus 9,14-17)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão. Ninguém coloca remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo repuxa a roupa e o rasgão fica maior ainda. Também não se coloca vinho novo em odres velhos, senão os odres se arrebentam, o vinho se derrama e os odres se perdem. Mas vinho novo se coloca em odres novos, e assim os dois se conservam”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.



Refletindo a Palavra de Deus

Meus irmãos e irmãs em Cristo, hoje somos convidados a refletir sobre as leituras que acabamos de ouvir: a profecia de Amós e o evangelho segundo Mateus. Essas passagens não apenas nos revelam a Palavra de Deus, mas também nos desafiam a compreender mais profundamente o Seu plano de salvação para todos nós.

Amós, um dos profetas menores do Antigo Testamento, nos traz uma mensagem de esperança em meio à correção divina. Ele profetiza sobre a restauração de Israel, um povo que havia se afastado dos caminhos do Senhor e estava enfrentando as consequências de suas ações.

No trecho que lemos hoje, Amós fala sobre como Deus restaurará a casa de Davi. Ele promete que “reerguerá as suas ruínas, e restaurarei o que foi derrubado”. Isso é uma promessa de renovação e de renascimento para um povo que experimentou a desolação e o exílio. É um lembrete poderoso de que, mesmo em meio às dificuldades e ao castigo de Deus, há esperança e restauração para aqueles que se voltam para Ele de coração contrito.

Essa passagem nos leva a refletir sobre as nossas próprias vidas. Quantas vezes nos afastamos do caminho de Deus, seguindo nossos próprios desejos e ignorando Sua vontade? No entanto, como o Senhor foi misericordioso com Israel, Ele também é misericordioso conosco. Ele nos convida a retornar a Ele, prometendo restaurar o que foi quebrado e reconstruir o que foi destruído em nossas vidas.

No evangelho segundo Mateus, encontramos Jesus respondendo a uma pergunta dos discípulos de João Batista sobre o jejum. Os fariseus e os discípulos de João frequentemente jejuavam, enquanto os discípulos de Jesus não jejuavam da mesma maneira. Jesus usa essa oportunidade para ensinar uma lição profunda sobre a nova era que Ele está inaugurando.

Ele compara Seu ministério ao de um noivo que está presente entre o povo. Enquanto o noivo está presente, há alegria e celebração; não é hora de jejuar. Jesus está anunciando a chegada do Reino de Deus, um tempo de alegria e salvação para todos os que creem Nele. No entanto, Ele também prevê que haverá momentos de sofrimento e separação quando Ele for tirado deles.

Jesus utiliza duas analogias poderosas para explicar Seu ministério. Primeiro, Ele compara Seu ensinamento ao vinho novo que não pode ser colocado em odres velhos, porque isso causaria ruptura e perda. Ele está introduzindo algo completamente novo e revolucionário – a graça e o perdão de Deus, que não podem ser contidos pelas estruturas antigas da lei e das tradições humanas.

Em seguida, Ele fala sobre o remendo de tecido novo em vestimentas velhas. Isso não apenas estraga o tecido antigo, mas também não serve para o propósito de consertar o rasgo. Da mesma forma, a graça de Jesus Cristo não pode ser adicionada aos antigos sistemas de autojustiça e legalismo. Ele veio para oferecer algo completamente novo: um relacionamento transformador com Deus baseado na fé e no amor.

Como essas passagens se aplicam às nossas vidas hoje? Primeiro, somos chamados a reconhecer nossas próprias áreas de desolação e afastamento de Deus. Assim como Israel precisava de restauração, também precisamos da graça restauradora de Deus em nossas vidas. Ele promete reconstruir o que foi quebrado e nos restaurar à comunhão com Ele, se apenas nos voltarmos para Ele de todo o coração.

Segundo, somos desafiados a abraçar a nova vida que Jesus nos oferece. Ele não veio apenas para reformar nossos velhos modos de pensar e agir, mas para transformar completamente nossos corações. Como os odres novos e o tecido novo, somos chamados a receber a graça de Deus em nossas vidas e permitir que Ele nos renove por completo.

Meus irmãos e irmãs, que hoje possamos deixar que a Palavra de Deus penetre em nossos corações. Que possamos reconhecer nossa necessidade de restauração e permitir que Jesus Cristo, através de Sua graça transformadora, nos conduza a uma vida nova e abundante. Que possamos ser testemunhas vivas do Reino de Deus, celebrando Sua presença entre nós e vivendo de acordo com Seus ensinamentos de amor e misericórdia. Que o Espírito Santo nos guie e nos fortaleça neste caminho de fé. Amém.


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