367. Quais são as fontes da moralidade dos actos humanos?

A moralidade dos actos humanos depende de três fontes:do objecto escolhido, ou seja, dum bem verdadeiro ou aparente; da intenção do sujeito que age, isto é, do fim que ele tem em vista ao fazer a acção;das circunstânciasda acção, onde se incluem as suasconsequências.


Veja este tema no Catecismo

Parágrafo 1749

1749.A liberdade faz do homem um sujeito moral. Quando age de maneira deliberada, o homem é, por assim dizer,o pai dos seus actos.Os actos humanos, quer dizer, livremente escolhidos em consequência dum juízo de consciência, são moralmente qualificáveis. São bons ou maus.

Parágrafo 1750

1750.A moralidade dos actos humanos depende:

– do objecto escolhido; – do fim que se tem em vista ou da intenção: – das circunstâncias da acção.
O objecto, a intenção e as circunstâncias são as «fontes» ou elementos constitutivos da moralidade dos actos humanos.

Parágrafo 1751

1751.Oobjectoescolhido é um bem para o qual a vontade tende deliberadamente. E a matéria dum acto humano. O objecto escolhido especifica moralmente o acto da vontade, na medida em que a razão o reconhece e o julga conforme, ou não, ao verdadeiro bem. As regras objectivas da moralidade enunciam a ordem racional do bem e do mal, atestada pela consciência.

Parágrafo 1752

1752.Em face do objecto, aintençãocoloca-se do lado do sujeito que age. Porque está na fonte voluntária da acção e a determina pelo fim em vista, a intenção é um elemento essencial na qualificação moral da acção. O fim em vista é o primeiro dado da intenção e designa a meta a atingir pela acção. A intenção é um movimento da vontade em direcção ao fim; diz respeito ao termo do agir. É o alvo do bem que se espera da acção empreendida. Não se limita à direcção das nossas acções singulares, mas pode ordenar para um mesmo fim acções múltiplas: pode orientar toda a vida para o fim último. Por exemplo, um serviço prestado tem por fim ajudar o próximo, mas pode ser inspirado, ao mesmo tempo, pelo amor de Deus como fim último de todas as acções. Uma mesma acção pode também ser inspirada por várias intenções, como prestar um serviço para obter um favor ou para satisfazer a vaidade.

Parágrafo 1753

1753.Uma intenção boa (por exemplo: ajudar o próximo) não torna bom nem justo um comportamento em si mesmo desordenado (como a mentira e a maledicência). O fim não justifica os meios. Assim, não se pode justificar a condenação dum inocente como meio legítimo para salvar o povo. Pelo contrário, uma intenção má acrescentada (por exemplo, a vanglória) torna mau um acto que, em si, pode ser bom (como a esmola (41)).

Parágrafo 1754

1754.Ascircunstâncias,incluindo as consequências, são elementos secundários dum acto moral. Contribuem para agravar ou atenuar a bondade ou malícia moral dos actos humanos (por exemplo, o montante dum roubo). Podem também diminuir ou aumentar a responsabilidade do agente (por exemplo, agir por medo da morte). As circunstâncias não podem, de per si, modificar a qualidade moral dos próprios actos; não podem tornar boa nem justa uma acção má em si mesma.

Parágrafo 1757

1757.O objecto, a intenção e as circunstâncias constituem as três «fontes» da moralidade dos actos humanos.

Parágrafo 1758

1758. O objecto escolhido especifica moralmente o acto da vontade, conforme a razão o reconhece e o julga bom ou mau.


Acesse nossos estudos biblicos:

Qual é a importância de perseverar na fé, de acordo com 2 João 1:8?

Qual é a importância de ser fiel à sã doutrina?

A lei de Deus e a justiça: Explorando a relação entre elas (Deuteronômio 16:18-20)

Qual é a história de Naamã e como a fé e a obediência o curaram da lepra?

Como a soberania de Deus é retratada em meio ao caos em Lamentações 2:8-9?

Qual é o julgamento de Deus sobre a corrupção e a opressão de acordo com Miquéias 3:1-4?

Qual a importância da fidelidade a Deus, segundo o livro de Tobias?


Livraria Católica