293. Quando é possível administrar a sagrada Comunhão aos outros cristãos?

Os ministros católicos administram licitamente a sagrada comunhão aos membros das Igrejas orientais que não têm plena comunhão com a Igreja católica, sempre que estes espontaneamente a peçam e com as devidas disposições.

No que se refere aos membros doutras Comunidades eclesiais, os ministros católicos administram licitamente a sagrada comunhão aos fiéis, que, por motivos graves, a peçam espontaneamente, tenham as devidas disposições e manifestem a fé católica acerca do sacramento.


Veja este tema no Catecismo

Parágrafo 1398

1398. A Eucaristia e a unidade dos cristãos. Perante a grandeza deste mistério, Santo Agostinho exclama: «O sacramentum pietatis! O signum unitatis! O vinculum caritatis! – Ósacramento da piedade, ó sinal da unidade, ó vínculo da caridade!» Quanto mais dolorosas se fazem sentir as divisões da Igreja que rompem a comum participação na mesa do Senhor, tanto mais prementes são as orações que fazemos ao Senhor para que voltem os dias da unidade completa de todos os que crêem n' Ele.

Parágrafo 1399

1399. As Igrejas orientais que não estão em comunhão plena com a Igreja Católica celebram a Eucaristia com um grande amor. «Essas Igrejas, embora separadas, têm verdadeiros sacramentos; e principalmente, em virtude da sucessão apostólica, o sacerdócio e a Eucaristia, por meio dos quais continuam unidos a nós por vínculos estreitíssimos» (240). Portanto, «uma certa comunhão in sacris é não só possível, mas até aconselhável em circunstâncias oportunas e com aprovação da autoridade eclesiástica» (241).

Parágrafo 1400

1400. As comunidades eclesiais saídas da Reforma, separadas da Igreja Católica, «não [conservaram] a genuína e íntegra substância do mistério eucarístico, sobretudo por causa da falta do sacramento da Ordem» (242). É por esse motivo que a intercomunhão eucarística com estas comunidades não é possível para a Igreja Católica. No entanto, estas comunidades eclesiais, «quando na santa ceia fazem memória da morte e ressurreição do Senhor, professam que a vida é significada na comunhão com Cristo e esperam a sua vinda gloriosa» (243).

Parágrafo 1401

1401. Se urgir uma grave necessidade, segundo o juízo do Ordinário os ministros católicos podem ministrar os sacramentos (Eucaristia, Penitência, Unção dos Enfermos) aos outros cristãos que não estão em plena comunhão com a Igreja Católica, mas que os pedem por sua livre vontade: requer-se, nesse caso, que manifestem a fé católica em relação a estes sacramentos e que se encontrem nas devidas disposições (244).


Acesse nossos estudos biblicos:

Como a justiça e a misericórdia de Deus são reveladas em Isaías? (Isaías 58:1-14)

A santidade do povo de Deus: Como a lei da santidade no livro de Números nos ensina a buscar a santidade em nossas vidas e em nossa comunidade de fé? (Números 19)

Qual é a importância da reorganização do templo de Jerusalém descrita em 2 Macabeus 10:1-9?

A santidade do sacerdócio: Como a lei da santidade sacerdotal no livro de Números nos ensina sobre a importância da pureza e da dedicação na adoração a Deus? (Números 18:1-7)

A importância da esperança em Lamentações: como ela nos sustenta em meio à adversidade (Lamentações 3:25)?

Qual é a importância da fé na cura do cego Bartimeu, descrita em Mateus 20:29-34?

O que Baruc 6:2-5 nos ensina sobre o perigo de confiar em nós mesmos em vez de confiar em Deus?