373. Que implica a dignidade da pessoa perante a consciência moral?

A dignidade da pessoa humana implica rectidão da consciência moral (ou seja, estar de acordo com o que é justo e bom, segundo a razão e a Lei divina). Por causa da sua dignidade pessoal, o homem não deve ser obrigado a agir contra a consciência e, dentro dos limites do bem comum, nem sequer deve ser impedido de agir em conformidade com ela, sobretudo em matéria religiosa.


Veja este tema no Catecismo

Parágrafo 1780

1780. A dignidade da pessoa humana implica e exige a rectidão da consciência moral. A consciência moral compreende a percepção dos princípios da moralidade («sindérese»), a sua aplicação em determinadas circunstâncias por meio de um discernimento prático das razões e dos bens e, por fim, o juízo emitido sobre os actos concretos a praticar ou já praticados. A verdade sobre o bem moral, declarada na lei da razão, é reconhecida prática e concretamente pelo prudente juízo da consciência. Classifica-se de prudente o homem que opta em conformidade com este juízo.

Parágrafo 1781

1781. A consciência permite assumir a responsabilidade dos actos praticados. Se o homem comete o mal, o justo juízo da consciência pode ser nele a testemunha da verdade universal do bem e, ao mesmo tempo, da maldade da sua opção concreta. O veredicto do juízo da consciência continua a ser um penhor de esperança e de misericórdia. Atestando a falta cometida, lembra o perdão a pedir, o bem a praticar ainda e a virtude a cultivar incessantemente com a graça de Deus.

«Tranquilizaremos diante d'Ele o nosso coração, se o nosso coração vier a acusar-nos. Pois Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas» (1 Jo 3, 19-20).

Parágrafo 1782

1782. O homem tem o direito de agir em consciência e em liberdade a fim de tomar pessoalmente decisões morais. «O homem não deve ser forçado a agir contra a própria consciência. Nem deve também ser impedido de actuar segundo ela, sobretudo em matéria religiosa» (54).

Parágrafo 1798

1798. Uma consciência bem formada é recta e verídica. Formula os seus juízos segundo a razão e em conformidade com o verdadeiro bem, querido pela sabedoria do Criador. Cada qual deve procurar os meios para formar a sua consciência.


Acesse nossos estudos biblicos:

O que significa o testemunho de João Batista em João 1:29 e qual a importância desse testemunho para os cristãos?

Como a passagem de Jó 38:1-11 revela a soberania de Deus em meio ao sofrimento?

O que é a profecia da Lua de Sangue de Joel 2:30-31 na Bíblia?

Qual foi a reação de Davi após pecar com Bate-Seba e como podemos aprender com sua humildade e busca pela restauração?

A velhice e morte de Davi: o fim de uma vida de altos e baixos (2 Samuel 23, 24)

Qual é a promessa do Messias mencionada em Malaquias 3:1-3?

Perdão e Reconciliação: Lições da Reunião de Jacó e Esaú (Gênesis 33:1-20)